O Museu Suíço dos Transportes apresenta a história da mobilidade na Suíça por meio de ferrovias, automóveis, navegação, teleféricos, aviação, espaço e energia. A visita mostra como o país desenvolveu soluções técnicas para atravessar lagos, vales e montanhas, conectar cidades, transportar mercadorias e integrar regiões. As áreas permanentes formam a base do museu. As exposições temporárias e novidades devem ser verificadas no site oficial antes da visita
Por que os transportes são tão importantes para a história da Suíça?
A geografia suíça sempre dificultou o deslocamento. Os Alpes ocupam grande parte do território, os vales separam comunidades e o país não possui acesso direto ao mar. Durante séculos, atravessar uma montanha ou transportar mercadorias entre duas regiões exigia longos percursos por estradas estreitas, passagens alpinas e lagos.
A partir do século XIX, novas tecnologias começaram a modificar essa realidade. Barcos a vapor passaram a circular pelos lagos. As ferrovias ligaram cidades que antes dependiam de viagens demoradas. Túneis atravessaram montanhas, enquanto linhas de cremalheira, funiculares e teleféricos alcançaram áreas onde os trens comuns não conseguiam subir.
Cada novo meio de transporte resolvia um problema diferente. Os barcos evitavam longos desvios pelas margens dos lagos. As ferrovias transportavam grandes quantidades de pessoas e mercadorias. Os teleféricos superavam desníveis acentuados, e os aviões reduziram o tempo necessário para viajar entre a Suíça e outros países.
Foi justamente a rapidez dessas mudanças que levou à criação de um museu. Locomotivas e equipamentos que haviam representado avanços tecnológicos eram substituídos e desmontados poucas décadas depois. Sem uma coleção organizada, parte importante da história dos transportes suíços desapareceria.
O que existia antes do Museu Suíço dos Transportes?
Em 1897, a Suíça celebrou o aniversário de 50 anos de sua primeira linha de trem, inaugurada em 1847 para ligar as cidades de Zurique e Baden. Essa ferrovia ficou famosa pelo apelido de “Ferrovia dos Pãezinhos Espanhóis” (Spanisch-Brötli-Bahn) e relaciona-se ao transporte dos pãezinhos de Baden para Zurique em aproximadamente 45 minutos, permitindo que ele chegasse ainda fresco para os clientes.
Durante as comemorações dos trens, surgiu a preocupação de conservar as locomotivas e os vagões antigos que estavam saindo de circulação. Para proteger essa história, vários desses objetos foram reunidos em uma grande exposição em Berna, no ano de 1914. Essa coleção fez tanto sucesso que virou a base para a criação do Museu Suíço das Ferrovias, inaugurado oficialmente em Zurique em 1918.
O museu ferroviário funcionava em instalações administrativas relacionadas ao transporte de mercadorias. Não havia sido construído especialmente para receber grandes veículos e sua coleção e concentrava-se nos trens.
Nas décadas seguintes, essa limitação tornou-se mais evidente. Automóveis e ônibus transformavam as estradas, a aviação comercial começava a crescer e novos teleféricos levavam passageiros às regiões alpinas. A história da mobilidade suíça já não poderia ser contada apenas por meio das ferrovias.
A criação de um museu para todos os meios de transporte
Durante a preparação da Exposição Nacional Suíça de 1939, realizada em Zurique, ganhou força a proposta de criar uma instituição que reunisse todos os meios de transporte.
Em 1942 foi fundada a associação Verkehrshaus der Schweiz. Ela nasceu nos escritórios do antigo Museu Suíço das Ferrovias, mas recebeu uma missão mais ampla: formar uma coleção nacional sobre o transporte terrestre, aquático e aéreo.
O projeto precisava de um terreno extenso. Locomotivas, vagões, barcos e aviões não poderiam ser instalados dentro de um edifício convencional. Também seria necessário construir trilhos, áreas abertas e pavilhões com diferentes alturas.
A cidade de Lucerna ofereceu um terreno às margens do Lago dos Quatro Cantões. A localização reunia os próprios sistemas que o museu pretendia apresentar. Havia linhas ferroviárias próximas, circulação de barcos, acesso rodoviário e ligação com as rotas em direção aos Alpes.
A associação transferiu sua sede para Lucerna, e as obras começaram em 1957. Alfred Waldis assumiu a preparação do acervo e tornou-se o primeiro diretor. Ele trabalhou com empresas ferroviárias, fabricantes, companhias aéreas, serviços públicos e empresas de navegação para reunir os veículos destinados às primeiras exposições.
O Museu Suíço dos Transportes foi inaugurado em 1º de julho de 1959. O antigo museu ferroviário de Zurique foi encerrado, e seus objetos passaram a integrar a nova instituição.
Atualmente, a coleção possui cerca de 12 mil objetos tridimensionais e 65 mil fotografias, vídeos e documentos. Como nem todo esse material pode ser apresentado simultaneamente, parte permanece guardada no depósito externo do museu, no município de Rain.
O que há no Museu Suíço dos Transportes?
O complexo está dividido em grandes áreas temáticas. Cada uma apresenta veículos originais, modelos, componentes técnicos e instalações que explicam como determinado meio de transporte funciona e por que ele foi desenvolvido.
Pavilhões do Transporte Ferroviário
As ferrovias ocupam uma posição central porque deram origem à primeira coleção do museu. Os pavilhões apresentam desde locomotivas a vapor até trens elétricos utilizados nas ligações modernas através dos Alpes.

A exposição atual, denominada Experiência Ferroviária Suíça, foi inaugurada em 18 de junho de 2025. Ela está dividida em oito temas que mostram como os trens influenciaram a economia, a vida cotidiana, a paisagem, o turismo e as relações entre as diferentes regiões do país.
- Relógio digital da estação ferroviária
Na entrada da exposição ferroviária encontra-se uma versão digital ampliada do relógio das estações suíças. O modelo original foi desenvolvido pelo engenheiro Hans Hilfiker para as Ferrovias Federais Suíças, conhecidas pelas siglas SBB, CFF e FFS. O mostrador branco, os marcadores pretos, a ausência de números e o ponteiro vermelho dos segundos permitem sua identificação nas estações do país.
No museu, o relógio funciona também como uma tela. Em intervalos regulares, o mostrador é substituído por vídeos relacionados à história ferroviária e por uma apresentação musical. A instalação faz parte da exposição inaugurada em 2025.
- Maquete da Ferrovia Gotardo
A maquete do Gotardo representa a linha ferroviária na região de Erstfeld, Wassen e Göschenen, incluindo os túneis helicoidais empregados para que os trens ganhassem altitude dentro de um espaço geográfico limitado.
A estrutura histórica foi retirada do museu em 2020 para permitir a construção de um novo edifício. Durante a restauração, passou de aproximadamente 6 por 14 metros para uma instalação com 31,5 metros de comprimento e 3,5 metros de largura. O projeto também incorporou o Túnel de Base do Gotardo, aberto ao tráfego em 2016.
Uma passarela permite observar a paisagem pela parte superior. Na área posterior, o visitante pode ver o sistema digital de controle e os trilhos de armazenamento ocultos sob a maquete. Esses trilhos permitem retirar e substituir composições sem interromper a sequência visível. A reforma contou com a participação de vinte modelistas voluntários e exigiu mais de 12 mil horas de trabalho.
- Locomotiva a vapor Elefant
A locomotiva C 5/6 das Ferrovias Federais Suíças recebeu o apelido Elefant por causa de suas dimensões e capacidade de tração. Esse tipo de locomotiva foi utilizado principalmente no transporte de cargas pela linha Gotardo. Depois da eletrificação da rota, as unidades foram deslocadas para serviços em regiões mais baixas e para operações de manobra.
O exemplar do museu permite observar as rodas motrizes, as bielas, a caldeira e os componentes empregados para transformar a pressão do vapor em movimento.
- Veículos ferroviários expostos
A exposição inclui a locomotiva elétrica Re 4/4 II 11108, utilizada no serviço Swiss Express; um vagão-restaurante de 1967; a locomotiva Ce 6/8 I 14201, de 1918, conhecida como Köfferli; e o automotor CFe 2/4 n.º 11, de 1913, da ferrovia de montanha Lauterbrunnen–Mürren.
Também está exposto o automotor de cremalheira Bhe 1/2 n.º 21, construído em 1937 para a Ferrovia do Pilatus. A presença desse veículo permite mostrar por que as ferrovias de cremalheira foram adotadas em trajetos com inclinações superiores às suportadas pelos trens convencionais.
O setor possui ainda simulador de trem, simulador de guindaste, objetos que podem ser tocados e áreas dedicadas às profissões ferroviárias.
Pavilhão do Transporte Rodoviário
O Pavilhão do Transporte Rodoviário reúne veículos de duas, três e quatro rodas. A exposição abrange carruagens, bicicletas, motocicletas, automóveis, veículos de competição e tecnologias relacionadas à segurança e à logística.
A fachada é coberta por placas de trânsito suíças. No interior, um depósito expositivo vertical conserva aproximadamente oitenta veículos. Eles representam diferentes períodos da história do transporte rodoviário e podem ser retirados do depósito por um sistema automatizado.
- Teatro dos automóveis
No Autotheater, o público escolhe um dos veículos armazenados. O automóvel selecionado é retirado da estrutura vertical e transportado até uma plataforma, onde são apresentadas informações sobre sua fabricação, funcionamento e utilização.

O sistema permite manter vários veículos visíveis sem ocupar toda a área do pavimento. A apresentação depende da programação e da disponibilidade operacional do equipamento.
- Monteverdi
Uma parte da exposição trata da fabricante suíça Monteverdi. Fundada por Peter Monteverdi, a empresa produziu automóveis esportivos, modelos de luxo e outros veículos em Binningen, no cantão de Basileia-Campo. Parte importante da antiga coleção da marca foi incorporada ao Museu Suíço dos Transportes após o encerramento do museu Monteverdi.
- Segurança viária e teste de colisão
O setor rodoviário possui instalações relacionadas ao comportamento dos veículos durante acidentes e aos princípios de segurança no trânsito. A apresentação mostra como cintos, estruturas deformáveis e outros equipamentos procuram reduzir os efeitos de uma colisão sobre os ocupantes.
- Red Bull World of Racing
A área World of Racing apresenta veículos empregados em categorias como Fórmula 1, MotoGP e Rali Dakar. Entre os objetos divulgados pelo museu encontram-se um Red Bull RB19 associado a Max Verstappen e uma motocicleta Honda RC213V associada a Marc Márquez.
As instalações interativas incluem um simulador de Fórmula 1, uma atividade de troca de pneus com ferramentas e cronômetro e uma réplica na qual o visitante pode sentar-se. Trata-se de uma exposição patrocinada, portanto seus veículos podem ser substituídos.
- Cem anos da Ducati
Em julho de 2026, o museu abriu a exposição completa dedicada ao centenário da Ducati. Ela apresenta a trajetória da empresa desde suas origens até as tecnologias atuais. Como é uma exposição especial, sua presença deve ser confirmada no site oficial antes da visita.
Aviação e exploração espacial
O Pavilhão da Aviação e da Exploração Espacial reúne aviões, helicópteros, drones, equipamentos aeroportuários, tecnologias de resgate e objetos relacionados a missões espaciais.

Na parte externa do edifício encontram-se dois aviões utilizados pela Swissair: um Douglas DC-3 e um Convair CV-990 Coronado. O DC-3 representa uma etapa da expansão do transporte aéreo comercial durante o século XX. O Coronado pertence à geração dos primeiros aviões comerciais a jato operados pela companhia suíça.
- Dufaux 4
O Dufaux 4 foi desenvolvido pelos irmãos suíços Armand e Henri Dufaux. Em 1910, a aeronave realizou um voo sobre o Lago de Genebra. O avião preservado encontra-se no pavilhão e constitui um dos primeiros exemplares da aviação construída na Suíça.
- Aviação de resgate
A exposição da Rega apresenta aspectos do resgate aéreo suíço, incluindo operações em regiões montanhosas e o transporte médico. O simulador da Rega foi transferido para o piso térreo durante as obras realizadas no subsolo do pavilhão.
A área denominada SIM World, que concentrava outros simuladores de voo, encontra-se temporariamente fechada para reformas. A situação deve ser verificada antes da visita.
- Satélite EURECA
Um dos principais objetos da seção espacial é o EURECA, sigla de European Retrievable Carrier. O satélite, com aproximadamente 4,5 toneladas e quinze experimentos, foi colocado em órbita pelo ônibus espacial Atlantis em 31 de julho de 1992.
EURECA foi recuperado pelo ônibus espacial Endeavour em 21 de maio de 1993. Por ter retornado praticamente intacto, também foi utilizado em estudos sobre impactos de detritos espaciais. Está exposto em Lucerna desde 2000.
- Outros objetos espaciais
O segundo piso apresenta foguetes, equipamentos utilizados por astronautas, instrumentos científicos e uma reconstrução de ambiente marciano. O museu também possui modelos de veículos empregados na exploração de Marte e materiais relacionados às missões lunares e à missão Rosetta.
O Space Transformer é uma estrutura cúbica acessível ao público. O cubo gira lentamente em torno de um eixo diagonal, alterando a referência visual entre piso, paredes e teto. A instalação funciona em horários determinados, informados no próprio local.
Navegação, teleféricos e turismo
O pavilhão reúne barcos, motores, modelos de embarcações, instalações sobre portos e sistemas utilizados para transportar passageiros em regiões montanhosas. Também explica a relação entre navegação interior, travessia dos Alpes e desenvolvimento do turismo suíço.
- Barco a vapor Rigi
O DS Rigi entrou em serviço em 1848 e foi utilizado principalmente no transporte de mercadorias e animais entre Flüelen e Lucerna, parte da rota de ligação com o Gotardo. O amplo convés aberto atendia às necessidades do transporte de carga.
O navio encontra-se no museu desde sua inauguração, em 1959. Segundo a instituição, é o mais antigo barco a vapor de rodas laterais e convés corrido preservado no mundo.
- Submarino Mésoscaphe
O PX-8 Auguste Piccard, conhecido como Mésoscaphe, foi construído para a Exposição Nacional Suíça de 1964. O projeto foi conduzido pelo engenheiro Jacques Piccard. O museu o classifica como o maior submarino turístico já construído.
O Mésoscaphe chegou ao Museu Suíço dos Transportes em 2005 e foi aberto ao público após sua restauração. O interior pode ser visitado somente nos períodos de acesso indicados no local.
Exposição de teleféricos
A exposição permanente de teleféricos apresenta a evolução dos sistemas acionados manualmente até as cabines contemporâneas de grande capacidade. Há componentes mecânicos, modelos e cabines que mostram diferentes soluções empregadas para vencer desníveis.
O setor ajuda a distinguir funiculares, ferrovias de cremalheira, teleféricos aéreos e sistemas de gôndolas. Esses equipamentos tiveram funções ligadas ao transporte local, às atividades econômicas nas montanhas e ao turismo alpino.
- Livemap Switzerland
A Livemap Switzerland, anteriormente chamada Swissarena, é uma ortofotografia do território suíço em escala 1:20.000. A imagem ocupa cerca de 200 metros quadrados e pode ser percorrida com calçados de proteção fornecidos pelo museu.
Ela permite observar cidades, lagos, vales, montanhas e corredores de transporte a partir de uma visão aérea contínua do país. Lupas ajudam a examinar detalhes da paisagem.
- Nautirama e Tourism Pinball
O Nautirama é uma apresentação multimídia relacionada à navegação e à região turística da Suíça Central. O Tourism Pinball utiliza uma esfera que percorre uma instalação mecânica para representar destinos, atividades e infraestruturas turísticas do país.
- Portos do Reno
A exposição Rhine Ports – Our Gateway to the World, aberta em 24 de junho de 2026, explica a função dos portos renanos na conexão da Suíça, país sem litoral marítimo, com o transporte internacional de mercadorias. Por ser uma exposição recente, seu conteúdo e período de funcionamento devem ser confirmados.
Energia
A exposição Experience Energy! trata das relações entre transporte, consumo energético, recursos naturais e emissões de gases de efeito estufa. As instalações mostram formas de produção, armazenamento, distribuição e utilização da energia.
Entre os recursos disponíveis encontram-se um globo digital que relaciona consumo de energia e efeitos climáticos, um percurso interativo, uma instalação denominada Energy Orchestra, um escâner de energia e a apresentação Energy Future 2050.
Media World e educação midiática
A Red Bull Media World utiliza realidade virtual, realidade aumentada, estúdio de gravação e instalações em 360 graus. Parte do conteúdo concentra-se em esportes e produções audiovisuais. As experiências de realidade virtual são autorizadas a partir dos 12 anos.

A exposição Really?! Fact, Fake or Opinion?, inaugurada em 13 de outubro de 2025, aborda a identificação de notícias falsas, fontes confiáveis, bolhas de filtragem e diferenças entre fato e opinião. Possui estações interativas e um estúdio com teleprompter.
Área externa
O espaço externo ocupa aproximadamente dois mil metros quadrados e contém aviões, trens, navios, o submarino Mésoscaphe e instalações destinadas a atividades práticas.
Para crianças, há veículos de pedal ou impulso, ônibus para brincar, área de construção, circuito de trânsito, pequenos barcos e uma ferrovia de jardim. O passeio no trem em miniatura custa CHF 2 e depende das condições meteorológicas e dos horários de operação. Durante as obras atuais, a área de construção rodoviária permanece próxima ao submarino até a primavera de 2027.
Museu Hans Erni
O Museu Hans Erni integra o complexo e apresenta pinturas, esculturas, projetos gráficos, cartazes e outras obras do artista suíço Hans Erni, nascido em Lucerna em 1909 e falecido em 2015.
A coleção permanente é complementada por exposições temporárias. O auditório contém a pintura mural Panta rhei. A entrada está incluída no ingresso do Museu Suíço dos Transportes, embora também exista ingresso separado para quem pretende visitar apenas o museu de arte.
Planetário
O planetário utiliza cinco projetores para apresentar imagens em 360 graus na cúpula. A programação inclui sessões sobre astronomia, apresentações ao vivo conduzidas por especialistas, espetáculos infantis, produções musicais, concertos, peças sonoras tridimensionais e palestras.
As sessões diurnas são cobradas separadamente no ingresso comum do museu, mas estão incluídas no passe diário. As apresentações noturnas possuem programação e preços próprios. A recomendação geral é para crianças a partir de seis anos, embora algumas sessões sejam indicadas a partir dos quatro.
Filmtheatre
O Filmtheatre possui a maior tela permanentemente instalada na Suíça, com 25,5 metros de largura e 14 metros de altura. O sistema utiliza projeção a laser 4K e som Dolby Surround 7.1.

Durante o dia são exibidos principalmente documentários de cerca de quarenta minutos, em 2D ou 3D. A programação noturna inclui longas-metragens, óperas transmitidas de Nova York, balés transmitidos de Londres, concertos e palestras de viagem.
O cinema deixou de operar com a marca IMAX em 2010. Portanto, não deve ser chamado atualmente de “cinema IMAX”. Óculos 3D e aparelhos para tradução simultânea podem ser emprestados sem custo adicional.
Swiss Chocolate Adventure
Percurso temático de aproximadamente vinte minutos localizado dentro do Museu Suíço dos Transportes, em Lucerna. Desenvolvida em parceria com a Lindt, a atração funciona como um dark ride interativo, onde carrinhos automáticos levam os visitantes por cenários multimídia. O conteúdo aborda desde a origem e colheita do cacau até a produção detalhada do chocolate e sua logística de transporte até os mercados consumidores — terminando com uma degustação de bombons da marca.

A apresentação está disponível em alemão, francês, italiano, inglês, espanhol e português. A atração é recomendada a partir dos seis anos; por razões de segurança, a criança precisa conseguir permanecer sentada sem auxílio.
O primeiro percurso começa às 11h. A última entrada ocorre quarenta minutos antes do fechamento: às 17h20 no horário de verão e às 16h20 no inverno.
Nota importante: Esta atração em Lucerna é uma experiência multimídia focada em história e transporte. Ela não deve ser confundida com a Lindt Home of Chocolate, que é o enorme museu oficial da marca com a famosa fonte de chocolate, localizado perto de Zurique.
Informações práticas para visitar o museu suíço dos transportes
Endereço: Haldenstrasse 44, CH-6006 Lucerna
Horário de verão: 10h às 18h, de 29 de março a 24 de outubro
Horário de inverno: 10h às 17h, a partir de 25 de outubro
Ingresso comum adulto: CHF 37 (inclui os pavilhões do museu: trens, aviões, carros, barcos + Red Bull Media World)
Estudantes e aprendizes menores de 26 anos: CHF 27, mediante documento
Pessoas menores de 16 anos: CHF 16
Crianças menores de 6 anos: Gratuito
Passe diário adulto: CHF 62 (inclui os pavilhões do museu: trens, aviões, carros, barcos + Red Bull Media World + Planetário + Filmtheatre + Swiss Chocolate Adventure)
Passe diário para menores de 26 anos: CHF 46
Pessoas menores de 16 anos: CHF 29
Passe diário para menores de 6 anos: CHF 12
Bilhete de dois dias para adulto: CHF 50
Como chegar
A partir da estação central de Lucerna, o trajeto pode ser realizado:
- Em aproximadamente oito minutos de trem, pela linha S3 ou pelo Voralpen-Express, até a estação Luzern Verkehrshaus.
- Em aproximadamente dez minutos pelos ônibus 6, 8 ou 24, até a parada Verkehrshaus.
- Em aproximadamente dez minutos de barco, até o cais Verkehrshaus-Lido.
- A pé, em cerca de trinta minutos pela margem do lago.
Existem vagas públicas nas proximidades, quatro vagas para pessoas com deficiência e três estações de recarga rápida para veículos elétricos.
Acessibilidade, bagagem e alimentação
O museu, o planetário, o cinema e a Swiss Chocolate Adventure são acessíveis para cadeiras de rodas. Duas cadeiras podem ser emprestadas na bilheteria, com reserva por telefone. Uma pessoa acompanhante recebe entrada gratuita quando acompanha visitante com documento de deficiência elegível.
Armários estão disponíveis junto à bilheteria e à entrada do planetário. É solicitado depósito de CHF 2. Animais não são permitidos, mesmo dentro de bolsas ou caixas de transporte; cães-guia e cães de assistência devidamente identificados são aceitos.
Não é permitido comer nas salas de exposição. Existem áreas externas para piquenique e um vagão coberto destinado à alimentação em condições de chuva ou frio. O complexo possui Brasserie, restaurante self-service Mercato, Mishio Bistro e Café Bar. O acesso aos restaurantes não exige ingresso.
As legendas das exposições estão disponíveis em alemão, francês, italiano e inglês. Há Wi-Fi gratuito em todo o complexo. Fotografias para uso privado são permitidas nas áreas destinadas aos visitantes, exceto dentro do planetário e do Filmtheatre.
Para uma visita resumida, o próprio museu indica entre duas e três horas. Para examinar quatro ou cinco setores e utilizar algumas instalações, estima de quatro a cinco horas. A visita de todos os pavilhões, combinada com planetário, cinema ou Swiss Chocolate Adventure, exige seis horas ou mais.





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